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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

...Os tempos mudaram...

Os tempos mudaram.
Em meio a uma confusão de opiniões religiosas, políticas, e de mídias inescrupulosas e manipuladoras, grupos populares ditos como formas de alcançar direitos específicos à sua classe correspondente na sociedade, levantam-se com certo furor de forma a serem respeitados pela força, mas que, na verdade tentam conquistar, dividir, repartir e transformar deveres em privilégios sem consequências. Tornando o poder algo inconsistente e manipulável a conhecedores de brechas jurídicas e morais.
Comecei o texto de forma singular, até complexo de ser entendido, pois vejo pessoas que não compreendem o que vivem. Temos inúmeras opiniões e pontos de vista sobre todas as áreas e temas possíveis. Mas torna simples de entender desta seguinte maneira:
Poderes antigos que, há algum tempo, governavam opiniões, perdem força. Nossas mídias cresceram desta forma e hoje lutam para manter-se vivas. Em paralelo, hoje formam-se opiniões ditadas por mídias que há muito beiram à inconsequência, a internet ganha um grande espaço, sem o compromisso da verdade, não que a mídia que consideramos profissional exerça alguma responsabilidade também.
Foi-se o tempo que uma notícia, dirigida por meios inescrupulosos que visam apenas manter o medo e a raiva como forma de controle, tornara-se lei incontestável. Porém, pensando da mesma forma, não podemos manter um padrão moral apenas pensando com o mundo em constante transformação.
Leis devem ser transformadas, pensamentos públicos precisam crescer e pessoas entender que antes de sermos negros, homossexuais, mulheres ou qualquer outra divisão fenotípica somos humanos. Leis precisam ser pensadas em todos nós antes de um grupo específico. Muitos dirão que isso já existe, mas quero dizer: “Chega de cotas, chega de privilégios à um grupo apenas”, quero respeito a todos, quero o direito de ter um emprego de acordo com minha capacidade, um salário justo, uma vida sem tanto medo de sair de casa, quero um mundo como todos querem.
Utopia, pode até ser, mas cansei de ver injustiças, feministas lutando por direitos que já tem, afro-brasileiros encontrando um meio de se diminuir para poder crescer, ou qualquer outro grupo simplesmente não sabendo o que quer, mas querendo tudo o que há.
Sim, é um momento de se tomar cuidado, pois partidos transformam ideologias em pequenos conflitos que inebriam mentes, afinal, enquanto tantos lutam pelo nada, onde seus ideais tornam-se armas contra si mesmo, poucos conseguem enxergar além, a realidade é que enquanto houver separação, aqueles que se dizem espertos confundem, destroem, simplesmente com teorias absurdas. Pois a moral é uma: amar, respeitar e ser respeitado, não faça a outros o que não querem que seja feito a você.

Faço um apelo à consciência, dos poucos que lerem este humilde texto, não nos definimos por sermos homens, mulheres, homossexuais, cristãos, umbandistas, ou qualquer outro tipo de denominação. Nos definimos por sermos humanos, e como humanos precisamos entender que onde acaba o meu direito começa o do próximo.
Como nota final, agora que temos a chance de mudar, pensem no que querem pro futuro do Brasil, votem conscientemente.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

...Anjo Caído...

Quem me olhas pela janela?
Dor, medo, desespero?
Perdido em meus pensamentos pergunto
Visando profundamente o vermelho daquele olhar
Quebrado, nada restou
Sem medos, compaixão ou arrependimentos
Apenas comtemplando a força que vem da escuridão
Através do reflexo, desperta a fera em mim
Buscando a destruição, cada vez mais longe da redenção
Com seus olhos mergulhados em sangue
 Pois só, passo a passo, continuo
Alimentando o mal, trazendo à tona a ira de não cumprir todas as promessas que fiz
Meus fragmentos caem por um abismo sem fim, sem sons
Deixando minha alma cada vez mais fria
Perdendo a sanidade diante do meu próprio olhar que me julga através da janela
Tomado pelas sombras desejo a morte, pois órfão de mim mesmo não mais ligo
Levada pelo vento a sombra do meu reflexo, trocando novamente pelo eu que odeio
Sem razão, motivo, só o vazio
Crucificado, dominado, atravesso meu inferno

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

...Laços...

Em um piscar ousei sonhar
E prepotente, realizar
Sem saber que em cada laço existe um nó
Esperando sempre o melhor
Mas as voltas trazem ilusões
Reviravoltas em canções
Pois de que vale uma promessa se no fim há pontas soltas?
E como uma brincadeira, não se repete cada volta
O tempo não volta
Mas o nó ao final de cada laço em um entrelaço é apenas um nó.

domingo, 28 de maio de 2017

...Foices...

Você não entende?!
A morte olhou-me nos olhos
Fria como um leão
Brandindo sua foice
Fazendo-a reluzir
E a cada passo
Abstrato
Verdadeira
Ou filosófica
Entenda como quiser!
Desejando
Ansiando
Ceifar
Abortar minha existência
Em meio a cedros mortos
Sobre a terra queimada
Caminhava como um deus
Sorria, ironicamente
Jurando
Achando
Ou com a certeza de minha fuga
Mas não pude
Aquela voz
Sempre aquela voz
Não sei se vontade, instinto
Ou mera teimosia
Aquela mesma voz me lembrava
O juramento
Que jamais
Tendo a terra sob meus pés
E aquele tesouro enraizado em mim
Jamais
Deixaria de erguer
Me levantar
Mesmo que a dor fosse insuportável
Ainda faria o que pudesse
Jamais
Nunca mais
Realmente você não entende!
Não foi só um sonho
Ou meu próprio desespero
Mais uma vez pude vê-la
Mais uma vez ela olhou diretamente em meus olhos
E tive que enfrentar
Porque jamais deixarei de levantar meus punhos
Erguer minha cabeça
Ou afiar meu coração
E deixar de lutar
Ela voltará, até que um dia não possa ou tenha forças
Para afrontar seu nefasto desejo
E mais uma vez dizer: Hoje não!
Não será neste dia
Assim, talvez você não entenda!
Mas, até a próxima vez, que sei que me olhará
Friamente, com esses olhos prontos a me dilacerar
Olhos de um leão desejando sangue
Olhos vermelhos, rajados com tanto ódio
Sem ponto
Vírgula
Ou letras coerentes
Voltará a tentar, com um método ainda mais cruel
Sei que pensas como um mero homem
Criança
Ou macaco
Pode se colocar entre eu e meu desejo
Só posso responder
Obrigado por ensinar-me
Como mais cruel e ainda assim professor
Como um anjo que só sabe destruir
Como a morte
Que me força a lutar pela vida

terça-feira, 9 de maio de 2017

...Enfim a Escuridão me Encontrou...





Enfim a escuridão me encontrou
Rasgando, devorando quem sou
Deixando um vazio que outrora chamei de amor
Sem explicação
Sem razão
Imerso a esta dor retorno às lagrimas
Meu tesouro passado
Lembranças perdidas
Estradas de sombras a tanto esquecidas

Enfim a escuridão revelou
A miséria de mais um perdedor
Caído
Dilacerado
Envergonhado
Diante de sua missão
Não pode proteger ao menos um coração
O meu
O seu
Derrotado, caminho sem rumo
Às margens de um sussurro

Enfim a escuridão destruiu
Os sonhos que ardiam em mim
Sem volta
Resta apenas andar
Ecoando sua voz fria no ar
Perdido sem lar
Pois enfim a escuridão me encontrou

E sorrateira como a morte minha alma levou