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segunda-feira, 14 de maio de 2018

...Música Triste...

Poderia correr até encontrar
Através do tempo, sobre o mar
Queria fugir
Ultrapassando a escuridão, entre as estrelas
Buscando a próxima vida
Esperando a visita da própria esperança
Às vezes não sei como cheguei a isso
Pois o que é um guerreiro sem a vontade de lutar?
Apenas o sol sem ter o que iluminar
Volto a fugir, no mais profundo de minha mente
Enterrando as lágrimas em meu coração
Pois quem vivia sob as asas de seu sonho hoje mal caminha em teu pesar
Quanto mais terei de aguardar?
Pois enfim tenho uma promessa a cumprir
Trilhando este caminho sem fim
Tornando-me quem sou
Através da dor
Encontro o que é verdadeiramente importante
Das orações, o louvor.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

...Asas de papel...



Do alto podia ver, em um breve voo sobre asas de papel
Lágrimas lançadas ao mar, inundando, levando gritos que sumiam entre as correntezas.
Arrastando tudo ao nada, manchando cores, silenciando vozes
Sombras seguiam famintas a devorar sonhos e medos, sob um céu avermelhado
Levando, tragando suas vítimas, que outrora podiam sorrir.
Entre ruinas em chamas, o tempo tornava a dor maior
E o frio feria como faca, um olhar que só tinha a oferecer suas orações vazias
Piados de uma pequena ave a clamar por um qualquer que pudesse ajudar
Voando o mais rápido que suas asas rasgadas permitiam
Enfrentando o fato de que ali nada poderia fazer
Lutando contra tudo que lhe dizia estar errado
Que assim se mataria, que assim a morte o levaria também
Teimava como em um ato de fé, arriscando seu futuro quebrado, alegria fugaz, sonhos queimados, vida incapaz, alma rompida.
Sempre soube que não haveria nada a fazer, mas acreditar e ir até o fim fosse o certo, tudo que poderia ser feito
Em meio à chuva e o mar, que se tornara rio, invadindo e destruindo tudo em seu caminho.
Pois para continuar respirando e tendo a última e única forma de acreditar, todo o fim e feridas ainda fossem necessárias.
Uma única alma alada a tentar resistir à destruição.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

...Como as pétalas...

Em leve brisa, gotas serenas flutuam
Em um misto de paz e sonho fugaz
Pensamentos viajam
Sentimentos escorrem como água
Deixando o ser dissolver
Em um plano de pura imaginação
O tempo parece parar
Sentimentos alados a voar
Sem chance de perceber
Que em meu mundo falta querer
Continuo sentado na colina
A sonhar e imaginar
Olhando as nuvens
Deslumbrando o céu
Como companhia apenas gotas
Orvalho
E os sonhos que ganham cores
De tão belos, fico sem palavras
De tão triste, por não poder compartilhar desta visão
Creio que um dia tudo passará
Mas, por enquanto, vejo a voar as pétalas em uma direção que não posso ir
Apenas tenho a agradecer
E a partir daqui encontrar motivos para sorrir.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

...Saudade e ilusão...


Viver adoçando os lábios com o sabor do amor
Transformando lamentos em sonhos
Lembranças em joias
Ouvindo a triste melodia da solidão
Um ritmo, o bater de meu coração
A chamar, gritar, acelerar
Ilusão fugaz, tento dizer
Em cada amanhecer
Em cada anoitecer
Mas meus olhos só refletem você
Liberdade perdida
Voou em minha mente a te procurar
Sem jamais encontrar
O brilho que um dia foi meu
Sussurro que se perdeu
Quem sou eu?
Estrela sem céu
Um borrão negro no papel
A espalhar, me falta o ar
Não, não posso explicar
Agora, apenas chorar
Pois sem você não tenho chão
Calor ou emoção
Preso na escuridão por tanto tempo
Sem um alento
Apenas um velho conhecido

Desespero, sofrimento

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

...O que sinto...

Tanto a dizer, nada a falar
Sinto-me como se estivesse diante do mar, vendo as ondas, ouvindo-as quebrar na rocha, sem poder tocá-las ou sentir o frescor que tanto preciso
Como se eu pudesse sentir e tocar uma bela rosa, mas não sentir o aroma que de alguma forma me lembraria o paraíso
A sensação divina de voar e o terror de não andar
Como se o futuro ou o destino tivessem sorrido e as lágrimas de incerteza não parassem de se lançar ao chão
Me sinto como grande, ao saber o que houve, ao tentar seguir
Me sinto como um pequeno, que continua erguendo sua própria torre para se isolar
Ouvindo a canção da natureza, ouvindo a saudação do céu
Temendo o fogo, sem saber se as brasas me alcançarão
Esta emoção divina aterrorizante, a glória de poder ver além e o saber que o além só trará o desespero
Me sinto como um grão de areia, assim sou, apenas um ser que ama
Apenas um ser que aqui está
Como eu não me sentira assim? E não posso nada mais...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

...As luzes que piscam em um sonho...

Vi as luzes piscando, sem saber que seria a última vez que gostaria de vê-las.
Não lembro o que pensava, como sentia.
Apenas olhava.
De alguma forma, entendia o que significava.
E mesmo que agora seja vago, ainda assim busco as mesmas coisas.
Tudo parecia ser mais lento do que o normal.
O tempo, os sorrisos, os olhares, não eram direcionados a mim.
E mesmo querendo, ainda assim não queria tanta atenção.
E as luzes continuavam a piscar.
Esperava e aguardava o momento de abrir os presentes, mas o presente que sempre quis, jamais chegou.
E assim continuava, ano após ano.
Ainda me sinto naquele tempo, quando a alegria predominava, e mesmo as dores antigas desapareciam.
Mas o tempo passou.
A dor ficou.
E mais um natal passado se foi.
As lembranças continuam, mas é só, e assim quero deixar ficar.
Sem esperar um dia ou um ano.
Sem esperar uma vida ou todas elas.
Talvez seja assim que guardo a esperança em um presente.
E mesmo que não seja, ainda assim as luzes piscam.

sábado, 9 de dezembro de 2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

...Tarde de capoeira com amigos...

A vida traz surpresas que às vezes só podemos agradecer com um sorriso.
Neste dia comemorando conhecer novos amigos, pessoas iluminadas que cativam com sua alegria e passam grandes lições através da energia.
Nestes momentos sou muito grato por aprender, e principalmente viver.

Quero agradecer a cada um destes novos amigos, e que esta pequena homenagem em forma de letras possa fazer seus corações sorrirem.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

...Lua Amada...

Lembro-me daquele tempo
Onde fechava os olhos e sentia sua luz sobre mim
Imaginava se poderia voar ao seu encontro
Se em você encontraria meu lar
E assim mantinha meus olhos fechados o quando podia
A sonhar, desejar, como um pássaro, me libertar
A saudade e a solidão vinham acariciar
Fascinando meu olhar que buscava mergulhar em seu ser
Sozinho ali ficava, quase em uma oração
Rogando ao seu coração
Mas há muito me deixou
Restando apenas o vazio
A dor que jamais se foi
Uma marca, uma miragem
Que luto para manter viva em mim
Onde sua luz abraçava quem verdadeiramente eu sou
Mas o tempo não volta
O destino não perdoa
E eu sigo para o nada como sempre foi
Passo a passo, completamente, e mais uma vez, só.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

...Um doce filme, amargo veneno...

Tantos dizem que um filme passa em frente aos seus olhos quando a hora chega
Sem minha hora chegar, tantas vezes já vi o filme de minha vida.
Quantas vezes, quantos filmes, quantas vidas ainda verei, ainda terei?
Segue o silêncio, em um sutil flutuar por mares e brisas de imaginação
Onde a realidade, feito uma canção, não pode ser tocada.
E na ilusão, tornando-se real, a dor brande e desnuda o véu
A hora chega, de mais uma vez ver aquele filme, doce ilusão sofrida
Algo que não posso evitar.
Mas quem sabe, desta vez seja apenas mais um filme de uma vida sem propósito?
Pois o propósito que quero não é o mesmo que o destino teima em empurrar em meus braços
Vivo o conflito de largar ou abraçar aquilo que cada vez faz menos sentido
Tantos se perguntam o que é certo ou errado, mas eu apenas quero saber qual será o momento de mais uma vez ver o filme de minha vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

...Fantasma...

Sentado naquela velha cadeira, que de tão antiga tornara-se minha companheira
Ouço o som arrepiante, e de certa forma agradável
O som que se arrasta pelas vidraças e em minha mente toma forma da alma que vai me cobrar
Um fantasma gélido que faz os vidros tremularem
Arrancando aquele brrrr!
E, às vezes, chegando a assustar-me
Este som, esta voz, não sei, às vezes, me confundo, pois parece ameaçar
Como se fosse um ladrão com uma faca ou navalha
Viajo em meus pensamentos, tentando esquecer o mundo que me cerca
Mas, de tempos em tempos, aquilo que não consigo definir
Talvez um som, talvez uma voz, ou quem sabe, um fantasma, torna a trazer-me as velhas lembranças
Tento orar e pedir que vá embora
Mas o vento não permite
Trazendo de volta os velhos natais passados
Será que é imaginação?
Uma terrível ilusão
Ou quem sabe, apenas um aviso, dizendo para tornar meu coração tão frio e fugaz

Quanto o velho e assombroso vento gélido, que vem me visitar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

...Às vezes tento entender...

É estranho viver em um mundo onde a dor e a vitória acompanham-no como grandes amigas
Suas lágrimas tornam-se a estrada e o único destino leva-o à morte
Cada passo traz consigo a ternura de uma esmagadora solidão
E a culpa o atormenta gentilmente, como se o veneno deixasse um gosto doce em seus lábios
Você implora por forças mesmo ao ver toda escuridão envolvê-lo
A carne triturada já não suporta as tentativas de se mover
Com a mente reduzida a retalhos até o futuro parece dizer adeus
Restando o vazio onde seus gritos se perdem
Neste mundo só restou você
Uma fera cansada demais para lutar
 Vagando entre árvores sem vida
 Desejando que o sono consuma-o e transforme as mentiras em um pesadelo

Pois apenas um momento diferente em sua vida tornou-o fantasma de si mesmo

segunda-feira, 19 de junho de 2017

...Folhas Perdidas...

Lembro-me de você naquele vestido branco
Às vezes, com olhos verdes, e outras, seus olhos da cor do mel
Dançava e sorria
Olhava-me como se eu fosse o único
Vidas e sombras passadas
Escolhas sem escolhas
Mais cem anos a esperar
Um tempo que não sei se voltará
Um dia perceberá a verdade, pois além do amor, ela brilha e nos chama
Talvez, quem sabe, apenas esse tempo foi nos dado para reparar todas aquelas folhas que guardamos como lembranças
É difícil vê-las secarem
E mesmo as que cristalizaram e se tornaram permanentes
Perderam seu brilho
O futuro não me assusta, muito menos o presente
Sei o que me espera
Mais uma vez perseguidos por aquelas feras
Mas dessa vez, não há o pilar de luz para nos salvar
Como me sinto vazio em saber que em forma de luz viajei por eras, tempos, dimensões, espaços
E apenas um não, conseguiu quebrar todas as vezes que alguém em um passado inlembrável disse, não
O que conforta é que, dessa vez, houve escolha
Mesmo sem a coragem de me olhar nos olhos, sendo eles verdes ou mel
Mas essa dor é só minha
Agora fico com aquela lembrança
Vivo com aquela imagem
Entre danças de salão que nunca poderei ter

E o toque que jamais poderei esquecer

segunda-feira, 5 de junho de 2017

...Ferraria, ferreiro, forja...

Como vidro o metal se quebrou
Tantos fragmentos que não pude contar
Talvez a ausência de batalhas
Talvez o tempo de paz
Mas ser feliz para aqueles que brandem a espada

Não passa de ilusão
Assim, tornam a forja
Pois o mesmo martelo que quebra o vidro, forja o aço
Queimando, aquecendo a ponto do metal tornar-se laranja
Tento, com todas as forças e a pouca sabedoria, que lutei para ter em mim
Unir novamente o metal
O martelo bate
A forja aquece
As runas que haviam na espada somem
Tudo ao zero, tudo do zero
E mesmo com o maior cuidado que posso ter, ainda me queimo
Espero pacientemente o metal tomar forma
Aquecendo e esfriando
Esfriando e tornando a aquecer
Como qualquer guerreiro me lembrei
Mesmo assim, ainda só
Em meu caminho, em minhas batalhas
Não durará muito
Pois aqueles olhos rajados, viram me buscar
Apresso-me a forjar a única arma que tenho
Reparando meu coração
E às vezes sinto que sacrificando, mesmo que seja um pouco, minha alma
Não posso perder
Não devo perder
Não vou perder
Tomo para mim a responsabilidade
De reforjar
E mais uma vez ir de encontro
Àqueles olhos rajados
Não há outro caminho, mais uma vez, serei eu ou ele.

domingo, 28 de maio de 2017

...Foices...

Você não entende?!
A morte olhou-me nos olhos
Fria como um leão
Brandindo sua foice
Fazendo-a reluzir
E a cada passo
Abstrato
Verdadeira
Ou filosófica
Entenda como quiser!
Desejando
Ansiando
Ceifar
Abortar minha existência
Em meio a cedros mortos
Sobre a terra queimada
Caminhava como um deus
Sorria, ironicamente
Jurando
Achando
Ou com a certeza de minha fuga
Mas não pude
Aquela voz
Sempre aquela voz
Não sei se vontade, instinto
Ou mera teimosia
Aquela mesma voz me lembrava
O juramento
Que jamais
Tendo a terra sob meus pés
E aquele tesouro enraizado em mim
Jamais
Deixaria de erguer
Me levantar
Mesmo que a dor fosse insuportável
Ainda faria o que pudesse
Jamais
Nunca mais
Realmente você não entende!
Não foi só um sonho
Ou meu próprio desespero
Mais uma vez pude vê-la
Mais uma vez ela olhou diretamente em meus olhos
E tive que enfrentar
Porque jamais deixarei de levantar meus punhos
Erguer minha cabeça
Ou afiar meu coração
E deixar de lutar
Ela voltará, até que um dia não possa ou tenha forças
Para afrontar seu nefasto desejo
E mais uma vez dizer: Hoje não!
Não será neste dia
Assim, talvez você não entenda!
Mas, até a próxima vez, que sei que me olhará
Friamente, com esses olhos prontos a me dilacerar
Olhos de um leão desejando sangue
Olhos vermelhos, rajados com tanto ódio
Sem ponto
Vírgula
Ou letras coerentes
Voltará a tentar, com um método ainda mais cruel
Sei que pensas como um mero homem
Criança
Ou macaco
Pode se colocar entre eu e meu desejo
Só posso responder
Obrigado por ensinar-me
Como mais cruel e ainda assim professor
Como um anjo que só sabe destruir
Como a morte
Que me força a lutar pela vida

segunda-feira, 8 de maio de 2017

...Superar...




É, pequeno, que vontade de te abraçar e dizer que te amo, que jamais irei embora, pois eu sou sua família, agradecer a sua força e coragem, pois graças a você, Thiaguinho, me tornei quem eu sou hoje. E mesmo com esses olhos tristes e perdidos, pois só nós dois sabemos o que pensávamos, enfrentamos e vencemos toda a dor e agonia. Hoje eu posso dizer, que não nos tornamos uma pessoa diferente, mas crescemos e nos tornamos um, sua força, a minha paciência, sua alegria e o meu caráter. Te amo pra sempre, meu eu mesmo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

...Vontade...

Anseio em despertar, quebrar as correntes que atam meu coração.
Abrandar a dor que faz das lágrimas um precipício sem fim.
Caio sem temer o céu, apenas crendo em um milagre.
Ouvindo a voz em mim gritar, clamar a liberdade.
E ouvindo a resposta dos ventos, sei que posso voar.
Asas de luz, um mundo azul, flutuar em lembranças, um sonho em pleno ar.
Tomo em minhas mãos a responsabilidade de quem sou, de quem quero ser.
Uma estrela cadente a iluminar caminhos.
Um andarilho que busca sabedoria.
Um coração que ama.
Acreditando em cada vida, seguindo por todos os sonhos, vencendo a dor.
Através de uma inspiração ou de minha própria vontade.

Sigo crescendo, perdoando, cultivando em mim mesmo como o guerreiro que sou.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

...Uma Estrela Chamada Amor...

Aguardo a Lua e a chuva
O momento só meu
Onde o som da minha voz ecoará por todos os lugares
Fazendo você me ouvir
De joelhos ao chão
E com mãos apertadas, dedos de encontro às palmas, como em soco
O mais forte que eu puder
Nesse momento a liberdade se fará presente
A noite voltará a ser estrelada
E a chuva voltará a lavar minha alma
Um tempo onde as respostas não passarão de um singelo sorriso
E mais uma vez gritarei
Um urro que só será compreendido por ti
Você que observa cada passo
Você que vê por trás de cada lágrima
Mas que crer!
Sei que esse momento chegará
Onde a dor não se prenderá mais ao meu corpo
E o impossível alcançarei com a ponta dos meus dedos
Por isso mantenho a fé
A coragem de não desistir
Por está ilusão que transformo em sonho e será minha realidade
Neste dia você responderá
Fazendo soar a sua voz de trovão
Iluminando o céu
Com relâmpagos, uma, duas, dez vezes
Em nossa secreta comemoração
Brindando a vida
O crescer
O despertar
Que viajará em cada vida
Propagando-se como uma onda
No tempo que jamais se esquecerá
Da guerra que passou
Hoje ainda é tempo de lágrimas, mas a cada dia
Quebro as correntes que me cercam, que me atam
Em um sussurro de confiança
Em você que cultuo como o amor
E com a força deste amor,
Vencerei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

...De Encontro com as Marés...

Envolto de ondas gigantescas
            Assumo o controle do timão
            O vento gélido anuncia a tempestade
            Luto para manter o controle do barco
            Que agora parece mais um pedaço de madeira
            Relutante contra a terrível força das águas
            Montanhas azuis escuro se formam
            E dispersam-se em instantes
            À minha frente nada mais que o horizonte coberto de nuvens
            E atrás de mim, um rastro branco do barco que se dilui do cortar da superfície do mar
            Não há tempo para dúvidas
            Decisões e ações em um piscar
            E a esperança de me salvar
            Contida nas forças dos meus braços
            Luzes rasgam o céu furioso e muitas delas se chocam com o mar
            Um erro representa a morte
            Um erro representa perder tudo o que conquistei
            A minha própria vida
            Não é tempo de fraquejar
            Não é tempo de manter os olhos fechados à realidade
            Em confronto com a maré meu coração queima como o Sol
            E agora a esperança se torna uma mera palavra
            Pois o que me guia não é o instinto
            É a pura vontade de sobreviver
            A extrema vontade de vencer qualquer uma de minhas batalhas
            A espada não significa nada nessa narrativa
            Afinal meu inimigo é a corrente do mar
            Entre o frio que transborda de seu ser,
E tenta me fazer recuar diante de sua autoproclamada supremacia
            Mas sou rocha diante do vento
            Fogo perante água
            Luz que prevalece diante da escuridão                               
            Por uma ordem minha tudo se acalmaria
            Mas nessa guerra devo manter-me atento
            Pronto para combater a qualquer momento
O diluvio que se abate como a maior das tormentas...
            Para mim sempre será uma leve brisa.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

...Entender...

Imóvel sobre uma colina vejo o vento passar
Ondulações sob o manto verde
Formas esbranquiçadas ao céu
O ouro nascente posto no horizonte
Suspiro divino que inspira e expira esta alegria do viver
Pois hoje aprendi, sou rocha, imóvel perante a dor, paciente em busca da sabedoria
Sou grama, verde festejam-te em mais um dia de crescimento
Eterna nuvem transformando formas em arte me tornou
Num calmo ir e vir de acordo com a maré
De acordo com o renascer do sol