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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

...Paz e Louvor...


Paz, louvor em meu coração, mesmo diante da aflição
Ao caminhar sobre pedras
Busco segurar sua mão
Pois minha força vem de crer na bondade em você
Que jamais deixará de guiar meus pés
Que jamais deixará de acreditar em mim
Pois nas horas mais sombrias
Fizeste a luz brilhar mais forte
E pelo seu amor sou quem sou
Um filho em busca da verdade
Alguém que às vezes sorri, e em outras chora
Voltando a louvar
Voltando a amar
E graças ti, tornar a me erguer
Como chamas que jamais se apagam
Assim, dobro meus joelhos e agradeço
Porque me resgatou
Me acolheu
Me salvou
E mesmo que ande pelo vale da sombra da morte nada temerei
Pois sei que estás comigo e que é a minha família
Amém

sábado, 15 de dezembro de 2018

...Paraíso Jonosake...

Às vezes, em meio à guerra, nos vemos em um paraíso, que entre folia e diversão conseguimos sonhar como em um conto de fadas.
Há poucos dias estive num lugar destes. Onde pude deixar de lado a realidade para observar as flores, contemplar o verde e estar ao lado de pessoas vibrantes, inebriadas pela alegria.
Em 23 de novembro de 2018, a APBP, junto com o Sítio Jonosake, organizou uma grande apresentação de pintura ao vivo da qual tive a honra de participar.
Ao chegar pude perceber o carinho de ser recebido, pude sentir que em pouco tempo estava relaxado, mas mesmo assim apreensivo, pois seria a primeira vez que pintaria em público. Deixo meus agradecimentos ao Marcelo Cunha por ter o espaço adequado para demonstrar minha arte. E ao mesmo tempo, através da atenção do senhor Akira e da senhora Keiko (proprietários do sítio) - coloquei entre parênteses pois notei que aquele lugar traz consigo uma grande família - pude me sentir confortável e querido.
Em meio às batalhas, as vezes Deus nos conduz a pastos verdejantes onde o espírito ganha forças e se renova para novamente poder lutar.
Para ser breve, tive um dia que jamais esquecerei e como tantos tesouros, que são minhas lembranças, guardarei para sempre no meu coração. Agradeço a todos pois tive ajuda de tantos, a atenção de muitos que dividiram comigo o seu dom da alegria.
Quero agradecer especialmente a nomes já referidos, não por serem mais ou menos especiais, mas por tocarem em meu coração com o brilho de suas almas.
Ao senhor Akira pela atenção.
Ao Marcelo Cunha pela dedicação.
À Luciana Muniz por trazer um sorriso brilhante e um coração que nos encanta.
Aos artistas da APBP como um todo que executaram a apresentação exemplarmente.
À minha princesa de contos de fadas, que por mais que tente, não consigo lembrar o nome, mas que está gravada em meu coração e nas fotos que estão gravadas aqui embaixo.

Viver é a arte de ter em suas mãos a alegria, a bondade, a superação de construir um novo dia.

Paraíso Jonosake
Acrílica sobre Tela - 30x40
Quadro presenteado ao sítio Jonosake.





segunda-feira, 8 de outubro de 2018

...Anjo Caído...

Quem me olhas pela janela?
Dor, medo, desespero?
Perdido em meus pensamentos pergunto
Visando profundamente o vermelho daquele olhar
Quebrado, nada restou
Sem medos, compaixão ou arrependimentos
Apenas comtemplando a força que vem da escuridão
Através do reflexo, desperta a fera em mim
Buscando a destruição, cada vez mais longe da redenção
Com seus olhos mergulhados em sangue
 Pois só, passo a passo, continuo
Alimentando o mal, trazendo à tona a ira de não cumprir todas as promessas que fiz
Meus fragmentos caem por um abismo sem fim, sem sons
Deixando minha alma cada vez mais fria
Perdendo a sanidade diante do meu próprio olhar que me julga através da janela
Tomado pelas sombras desejo a morte, pois órfão de mim mesmo não mais ligo
Levada pelo vento a sombra do meu reflexo, trocando novamente pelo eu que odeio
Sem razão, motivo, só o vazio
Crucificado, dominado, atravesso meu inferno

segunda-feira, 23 de julho de 2018

...O grito e o despertar...

Todos se reuniam
O cavalgar
O sonhar
A respiração demonstrava o nervosismo da palavra
De espadas na mão e uma voz no coração
Gritavam e corriam, avançando contra o inimigo
Nossa vontade era de fugir, mas a liberdade estava a proferir
Por um país melhor, pelo nosso lar
O sentimento pelo qual valia lutar
Corpos ao chão em um brandir de uma arma
Que vire uma canção este som
A voz do trovão
E de meio a esta confusão
Há aquele que grite
Liberdade ou morte
O som da minha sorte
Por um país melhor
Pelo ideal a se construir
Meu Brasil a surgir
A germinar uma nação
Onde viverá o meu coração.
Independência ou morte - Pedro Américo

Obs: Poema recitado pelo Vinícius num sarau em seu colégio.
Autoria de Thiago Ribeiro

segunda-feira, 14 de maio de 2018

...Música Triste...

Poderia correr até encontrar
Através do tempo, sobre o mar
Queria fugir
Ultrapassando a escuridão, entre as estrelas
Buscando a próxima vida
Esperando a visita da própria esperança
Às vezes não sei como cheguei a isso
Pois o que é um guerreiro sem a vontade de lutar?
Apenas o sol sem ter o que iluminar
Volto a fugir, no mais profundo de minha mente
Enterrando as lágrimas em meu coração
Pois quem vivia sob as asas de seu sonho hoje mal caminha em teu pesar
Quanto mais terei de aguardar?
Pois enfim tenho uma promessa a cumprir
Trilhando este caminho sem fim
Tornando-me quem sou
Através da dor
Encontro o que é verdadeiramente importante
Das orações, o louvor.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

...Asas de papel...



Do alto podia ver, em um breve voo sobre asas de papel
Lágrimas lançadas ao mar, inundando, levando gritos que sumiam entre as correntezas.
Arrastando tudo ao nada, manchando cores, silenciando vozes
Sombras seguiam famintas a devorar sonhos e medos, sob um céu avermelhado
Levando, tragando suas vítimas, que outrora podiam sorrir.
Entre ruinas em chamas, o tempo tornava a dor maior
E o frio feria como faca, um olhar que só tinha a oferecer suas orações vazias
Piados de uma pequena ave a clamar por um qualquer que pudesse ajudar
Voando o mais rápido que suas asas rasgadas permitiam
Enfrentando o fato de que ali nada poderia fazer
Lutando contra tudo que lhe dizia estar errado
Que assim se mataria, que assim a morte o levaria também
Teimava como em um ato de fé, arriscando seu futuro quebrado, alegria fugaz, sonhos queimados, vida incapaz, alma rompida.
Sempre soube que não haveria nada a fazer, mas acreditar e ir até o fim fosse o certo, tudo que poderia ser feito
Em meio à chuva e o mar, que se tornara rio, invadindo e destruindo tudo em seu caminho.
Pois para continuar respirando e tendo a última e única forma de acreditar, todo o fim e feridas ainda fossem necessárias.
Uma única alma alada a tentar resistir à destruição.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

...Como as pétalas...

Em leve brisa, gotas serenas flutuam
Em um misto de paz e sonho fugaz
Pensamentos viajam
Sentimentos escorrem como água
Deixando o ser dissolver
Em um plano de pura imaginação
O tempo parece parar
Sentimentos alados a voar
Sem chance de perceber
Que em meu mundo falta querer
Continuo sentado na colina
A sonhar e imaginar
Olhando as nuvens
Deslumbrando o céu
Como companhia apenas gotas
Orvalho
E os sonhos que ganham cores
De tão belos, fico sem palavras
De tão triste, por não poder compartilhar desta visão
Creio que um dia tudo passará
Mas, por enquanto, vejo a voar as pétalas em uma direção que não posso ir
Apenas tenho a agradecer
E a partir daqui encontrar motivos para sorrir.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

...Saudade e ilusão...


Viver adoçando os lábios com o sabor do amor
Transformando lamentos em sonhos
Lembranças em joias
Ouvindo a triste melodia da solidão
Um ritmo, o bater de meu coração
A chamar, gritar, acelerar
Ilusão fugaz, tento dizer
Em cada amanhecer
Em cada anoitecer
Mas meus olhos só refletem você
Liberdade perdida
Voou em minha mente a te procurar
Sem jamais encontrar
O brilho que um dia foi meu
Sussurro que se perdeu
Quem sou eu?
Estrela sem céu
Um borrão negro no papel
A espalhar, me falta o ar
Não, não posso explicar
Agora, apenas chorar
Pois sem você não tenho chão
Calor ou emoção
Preso na escuridão por tanto tempo
Sem um alento
Apenas um velho conhecido

Desespero, sofrimento

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

...O que sinto...

Tanto a dizer, nada a falar
Sinto-me como se estivesse diante do mar, vendo as ondas, ouvindo-as quebrar na rocha, sem poder tocá-las ou sentir o frescor que tanto preciso
Como se eu pudesse sentir e tocar uma bela rosa, mas não sentir o aroma que de alguma forma me lembraria o paraíso
A sensação divina de voar e o terror de não andar
Como se o futuro ou o destino tivessem sorrido e as lágrimas de incerteza não parassem de se lançar ao chão
Me sinto como grande, ao saber o que houve, ao tentar seguir
Me sinto como um pequeno, que continua erguendo sua própria torre para se isolar
Ouvindo a canção da natureza, ouvindo a saudação do céu
Temendo o fogo, sem saber se as brasas me alcançarão
Esta emoção divina aterrorizante, a glória de poder ver além e o saber que o além só trará o desespero
Me sinto como um grão de areia, assim sou, apenas um ser que ama
Apenas um ser que aqui está
Como eu não me sentira assim? E não posso nada mais...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

...As luzes que piscam em um sonho...

Vi as luzes piscando, sem saber que seria a última vez que gostaria de vê-las.
Não lembro o que pensava, como sentia.
Apenas olhava.
De alguma forma, entendia o que significava.
E mesmo que agora seja vago, ainda assim busco as mesmas coisas.
Tudo parecia ser mais lento do que o normal.
O tempo, os sorrisos, os olhares, não eram direcionados a mim.
E mesmo querendo, ainda assim não queria tanta atenção.
E as luzes continuavam a piscar.
Esperava e aguardava o momento de abrir os presentes, mas o presente que sempre quis, jamais chegou.
E assim continuava, ano após ano.
Ainda me sinto naquele tempo, quando a alegria predominava, e mesmo as dores antigas desapareciam.
Mas o tempo passou.
A dor ficou.
E mais um natal passado se foi.
As lembranças continuam, mas é só, e assim quero deixar ficar.
Sem esperar um dia ou um ano.
Sem esperar uma vida ou todas elas.
Talvez seja assim que guardo a esperança em um presente.
E mesmo que não seja, ainda assim as luzes piscam.

sábado, 9 de dezembro de 2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

...Tarde de capoeira com amigos...

A vida traz surpresas que às vezes só podemos agradecer com um sorriso.
Neste dia comemorando conhecer novos amigos, pessoas iluminadas que cativam com sua alegria e passam grandes lições através da energia.
Nestes momentos sou muito grato por aprender, e principalmente viver.

Quero agradecer a cada um destes novos amigos, e que esta pequena homenagem em forma de letras possa fazer seus corações sorrirem.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

...Lua Amada...

Lembro-me daquele tempo
Onde fechava os olhos e sentia sua luz sobre mim
Imaginava se poderia voar ao seu encontro
Se em você encontraria meu lar
E assim mantinha meus olhos fechados o quando podia
A sonhar, desejar, como um pássaro, me libertar
A saudade e a solidão vinham acariciar
Fascinando meu olhar que buscava mergulhar em seu ser
Sozinho ali ficava, quase em uma oração
Rogando ao seu coração
Mas há muito me deixou
Restando apenas o vazio
A dor que jamais se foi
Uma marca, uma miragem
Que luto para manter viva em mim
Onde sua luz abraçava quem verdadeiramente eu sou
Mas o tempo não volta
O destino não perdoa
E eu sigo para o nada como sempre foi
Passo a passo, completamente, e mais uma vez, só.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

...Um doce filme, amargo veneno...

Tantos dizem que um filme passa em frente aos seus olhos quando a hora chega
Sem minha hora chegar, tantas vezes já vi o filme de minha vida.
Quantas vezes, quantos filmes, quantas vidas ainda verei, ainda terei?
Segue o silêncio, em um sutil flutuar por mares e brisas de imaginação
Onde a realidade, feito uma canção, não pode ser tocada.
E na ilusão, tornando-se real, a dor brande e desnuda o véu
A hora chega, de mais uma vez ver aquele filme, doce ilusão sofrida
Algo que não posso evitar.
Mas quem sabe, desta vez seja apenas mais um filme de uma vida sem propósito?
Pois o propósito que quero não é o mesmo que o destino teima em empurrar em meus braços
Vivo o conflito de largar ou abraçar aquilo que cada vez faz menos sentido
Tantos se perguntam o que é certo ou errado, mas eu apenas quero saber qual será o momento de mais uma vez ver o filme de minha vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

...Fantasma...

Sentado naquela velha cadeira, que de tão antiga tornara-se minha companheira
Ouço o som arrepiante, e de certa forma agradável
O som que se arrasta pelas vidraças e em minha mente toma forma da alma que vai me cobrar
Um fantasma gélido que faz os vidros tremularem
Arrancando aquele brrrr!
E, às vezes, chegando a assustar-me
Este som, esta voz, não sei, às vezes, me confundo, pois parece ameaçar
Como se fosse um ladrão com uma faca ou navalha
Viajo em meus pensamentos, tentando esquecer o mundo que me cerca
Mas, de tempos em tempos, aquilo que não consigo definir
Talvez um som, talvez uma voz, ou quem sabe, um fantasma, torna a trazer-me as velhas lembranças
Tento orar e pedir que vá embora
Mas o vento não permite
Trazendo de volta os velhos natais passados
Será que é imaginação?
Uma terrível ilusão
Ou quem sabe, apenas um aviso, dizendo para tornar meu coração tão frio e fugaz

Quanto o velho e assombroso vento gélido, que vem me visitar.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

...Às vezes tento entender...

É estranho viver em um mundo onde a dor e a vitória acompanham-no como grandes amigas
Suas lágrimas tornam-se a estrada e o único destino leva-o à morte
Cada passo traz consigo a ternura de uma esmagadora solidão
E a culpa o atormenta gentilmente, como se o veneno deixasse um gosto doce em seus lábios
Você implora por forças mesmo ao ver toda escuridão envolvê-lo
A carne triturada já não suporta as tentativas de se mover
Com a mente reduzida a retalhos até o futuro parece dizer adeus
Restando o vazio onde seus gritos se perdem
Neste mundo só restou você
Uma fera cansada demais para lutar
 Vagando entre árvores sem vida
 Desejando que o sono consuma-o e transforme as mentiras em um pesadelo

Pois apenas um momento diferente em sua vida tornou-o fantasma de si mesmo

segunda-feira, 19 de junho de 2017

...Folhas Perdidas...

Lembro-me de você naquele vestido branco
Às vezes, com olhos verdes, e outras, seus olhos da cor do mel
Dançava e sorria
Olhava-me como se eu fosse o único
Vidas e sombras passadas
Escolhas sem escolhas
Mais cem anos a esperar
Um tempo que não sei se voltará
Um dia perceberá a verdade, pois além do amor, ela brilha e nos chama
Talvez, quem sabe, apenas esse tempo foi nos dado para reparar todas aquelas folhas que guardamos como lembranças
É difícil vê-las secarem
E mesmo as que cristalizaram e se tornaram permanentes
Perderam seu brilho
O futuro não me assusta, muito menos o presente
Sei o que me espera
Mais uma vez perseguidos por aquelas feras
Mas dessa vez, não há o pilar de luz para nos salvar
Como me sinto vazio em saber que em forma de luz viajei por eras, tempos, dimensões, espaços
E apenas um não, conseguiu quebrar todas as vezes que alguém em um passado inlembrável disse, não
O que conforta é que, dessa vez, houve escolha
Mesmo sem a coragem de me olhar nos olhos, sendo eles verdes ou mel
Mas essa dor é só minha
Agora fico com aquela lembrança
Vivo com aquela imagem
Entre danças de salão que nunca poderei ter

E o toque que jamais poderei esquecer

segunda-feira, 5 de junho de 2017

...Ferraria, ferreiro, forja...

Como vidro o metal se quebrou
Tantos fragmentos que não pude contar
Talvez a ausência de batalhas
Talvez o tempo de paz
Mas ser feliz para aqueles que brandem a espada

Não passa de ilusão
Assim, tornam a forja
Pois o mesmo martelo que quebra o vidro, forja o aço
Queimando, aquecendo a ponto do metal tornar-se laranja
Tento, com todas as forças e a pouca sabedoria, que lutei para ter em mim
Unir novamente o metal
O martelo bate
A forja aquece
As runas que haviam na espada somem
Tudo ao zero, tudo do zero
E mesmo com o maior cuidado que posso ter, ainda me queimo
Espero pacientemente o metal tomar forma
Aquecendo e esfriando
Esfriando e tornando a aquecer
Como qualquer guerreiro me lembrei
Mesmo assim, ainda só
Em meu caminho, em minhas batalhas
Não durará muito
Pois aqueles olhos rajados, viram me buscar
Apresso-me a forjar a única arma que tenho
Reparando meu coração
E às vezes sinto que sacrificando, mesmo que seja um pouco, minha alma
Não posso perder
Não devo perder
Não vou perder
Tomo para mim a responsabilidade
De reforjar
E mais uma vez ir de encontro
Àqueles olhos rajados
Não há outro caminho, mais uma vez, serei eu ou ele.

domingo, 28 de maio de 2017

...Foices...

Você não entende?!
A morte olhou-me nos olhos
Fria como um leão
Brandindo sua foice
Fazendo-a reluzir
E a cada passo
Abstrato
Verdadeira
Ou filosófica
Entenda como quiser!
Desejando
Ansiando
Ceifar
Abortar minha existência
Em meio a cedros mortos
Sobre a terra queimada
Caminhava como um deus
Sorria, ironicamente
Jurando
Achando
Ou com a certeza de minha fuga
Mas não pude
Aquela voz
Sempre aquela voz
Não sei se vontade, instinto
Ou mera teimosia
Aquela mesma voz me lembrava
O juramento
Que jamais
Tendo a terra sob meus pés
E aquele tesouro enraizado em mim
Jamais
Deixaria de erguer
Me levantar
Mesmo que a dor fosse insuportável
Ainda faria o que pudesse
Jamais
Nunca mais
Realmente você não entende!
Não foi só um sonho
Ou meu próprio desespero
Mais uma vez pude vê-la
Mais uma vez ela olhou diretamente em meus olhos
E tive que enfrentar
Porque jamais deixarei de levantar meus punhos
Erguer minha cabeça
Ou afiar meu coração
E deixar de lutar
Ela voltará, até que um dia não possa ou tenha forças
Para afrontar seu nefasto desejo
E mais uma vez dizer: Hoje não!
Não será neste dia
Assim, talvez você não entenda!
Mas, até a próxima vez, que sei que me olhará
Friamente, com esses olhos prontos a me dilacerar
Olhos de um leão desejando sangue
Olhos vermelhos, rajados com tanto ódio
Sem ponto
Vírgula
Ou letras coerentes
Voltará a tentar, com um método ainda mais cruel
Sei que pensas como um mero homem
Criança
Ou macaco
Pode se colocar entre eu e meu desejo
Só posso responder
Obrigado por ensinar-me
Como mais cruel e ainda assim professor
Como um anjo que só sabe destruir
Como a morte
Que me força a lutar pela vida

segunda-feira, 8 de maio de 2017

...Superar...




É, pequeno, que vontade de te abraçar e dizer que te amo, que jamais irei embora, pois eu sou sua família, agradecer a sua força e coragem, pois graças a você, Thiaguinho, me tornei quem eu sou hoje. E mesmo com esses olhos tristes e perdidos, pois só nós dois sabemos o que pensávamos, enfrentamos e vencemos toda a dor e agonia. Hoje eu posso dizer, que não nos tornamos uma pessoa diferente, mas crescemos e nos tornamos um, sua força, a minha paciência, sua alegria e o meu caráter. Te amo pra sempre, meu eu mesmo.