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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

...Sombras Dormentes...


Passam-se as horas, o tique taque do relógio amedrontava.
Me sinto tão cansado, a sombra da lua traz o manto da noite à cidade.
Onde fogueiras, tochas e lampiões não iluminam.
Posso ver por minha janela as feras uivando.
Sombras que não reconheço, que vão e vem, como se caçassem.
Do que será daquela pobre alma, que desavisada caminha sob a noite?
Mesmo que quisesse, não avisaria, pois sei que me aguarda.
E em apenas um suspirar, fora desta habitação, eu seria o próximo.
A fechar meus olhos para o silêncio.
Ainda observo, mas estou tão cansado.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

...Fantasma...

Sentado naquela velha cadeira, que de tão antiga tornara-se minha companheira
Ouço o som arrepiante, e de certa forma agradável
O som que se arrasta pelas vidraças e em minha mente toma forma da alma que vai me cobrar
Um fantasma gélido que faz os vidros tremularem
Arrancando aquele brrrr!
E, às vezes, chegando a assustar-me
Este som, esta voz, não sei, às vezes, me confundo, pois parece ameaçar
Como se fosse um ladrão com uma faca ou navalha
Viajo em meus pensamentos, tentando esquecer o mundo que me cerca
Mas, de tempos em tempos, aquilo que não consigo definir
Talvez um som, talvez uma voz, ou quem sabe, um fantasma, torna a trazer-me as velhas lembranças
Tento orar e pedir que vá embora
Mas o vento não permite
Trazendo de volta os velhos natais passados
Será que é imaginação?
Uma terrível ilusão
Ou quem sabe, apenas um aviso, dizendo para tornar meu coração tão frio e fugaz

Quanto o velho e assombroso vento gélido, que vem me visitar.