terça-feira, 9 de maio de 2017

...Enfim a Escuridão me Encontrou...





Enfim a escuridão me encontrou
Rasgando, devorando quem sou
Deixando um vazio que outrora chamei de amor
Sem explicação
Sem razão
Imerso a esta dor retorno às lagrimas
Meu tesouro passado
Lembranças perdidas
Estradas de sombras a tanto esquecidas

Enfim a escuridão revelou
A miséria de mais um perdedor
Caído
Dilacerado
Envergonhado
Diante de sua missão
Não pode proteger ao menos um coração
O meu
O seu
Derrotado, caminho sem rumo
Às margens de um sussurro

Enfim a escuridão destruiu
Os sonhos que ardiam em mim
Sem volta
Resta apenas andar
Ecoando sua voz fria no ar
Perdido sem lar
Pois enfim a escuridão me encontrou

E sorrateira como a morte minha alma levou

segunda-feira, 8 de maio de 2017

...Superar...




É, pequeno, que vontade de te abraçar e dizer que te amo, que jamais irei embora, pois eu sou sua família, agradecer a sua força e coragem, pois graças a você, Thiaguinho, me tornei quem eu sou hoje. E mesmo com esses olhos tristes e perdidos, pois só nós dois sabemos o que pensávamos, enfrentamos e vencemos toda a dor e agonia. Hoje eu posso dizer, que não nos tornamos uma pessoa diferente, mas crescemos e nos tornamos um, sua força, a minha paciência, sua alegria e o meu caráter. Te amo pra sempre, meu eu mesmo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

...Pintor tetraplégico se supera no 5º dia em Exposição Virtual...

Demonstrando sua arte, Thiago, tetraplégico desde os 8 anos de idade e artista plástico com a boca da APBP, demonstra seus quadros e um pouco de sua história.

Olhos sobre o Luar - Acrílica sobre Tela - 30x40

Água e Sombra fresca - Acrílica sobre Tela - 30x40

Diversão em Primavera - Acrílica sobre Tela - 30x40


Vou contar um pouco da minha história.
Faltando dois meses para eu completar 9 anos, fui atropelado e fiquei tetraplégico, na época nem um dos médicos que cuidavam de mim acreditavam que eu pudesse sobreviver, eu tinha apenas 1% de chance ou menos, graças a Deus e à minha vó (que não saiu do meu lado um minuto sequer) venci esta batalha,  morei 1 ano e 4 meses em hospitais em BH onde vivíamos e aonde fui atropelado, como já mencionei.
            Mesmo com toda dificuldade quero viver e lutar até quando Deus me permitir, pensando em ajudar todos aqueles que estão passando pelo que eu já passei, escrevi um livro (Esperança sem Fim), e graças à um amigo, irmão, pude conhecer as artes plásticas. Hoje estudando e sendo bolsista da APBP, tento alcançar meus sonhos que não param de nascer.
           
            Apenas quero aproveitar a oportunidade para agradecer, a vida, por me ensinar que posso alcançar os meus sonhos sendo justo, sendo forte, agradecer a todos que me acompanharam, graças a vocês sou o que sou, graças a vocês posso ser quem quero ser, agradecer acima de tudo à Deus, apenas nosso coração e nossa mente consegue alcançar todo ensinamento, superar toda a dor, elevar, transcender, transformar barreiras em um grande sonho, de ser vivido.

Todos os direitos autorais são reservados à Associação dos Pintores com a Boca e os Pés

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

...Um grande artista apresenta-se no 4º dia da 2ª Edição da Exposição Virtual, Márcio Alcântara, pintor com a boca da APBP...

Com um realismo que impressiona, Márcio Alcântara, pintor com a boca da APBP, expõe sua arte e sua história de maneiras magníficas.


                                  Seu Dorval - Acrílica sobre Tela - 30x40
                                            Traineira de pesca - Óleo sobre Tela - 30x40
Natureza Morta - Acrílica sobre Tela - 30x40
Confira um pouco da história do nosso artista:
Nasci na cidade de Campina Grande PB, e com sete meses de vida vim morar no Rio de Janeiro com meus pais, comecei a trabalhar aos doze anos de idade como ajudante de mecânico, com dezoito anos fui para o Exército, e com vinte anos dei baixa no Serviço Militar para seguir uma nova profissão, seis meses após ter dado baixa no Exército.
Sofri um acidente de moto após reagir a um assalto, e, na tentativa de fugir dos assaltantes, acabei batendo de frente com a moto no carro, na saída de uma festa em 19 de Julho de 1993. Na batida, quebrei as vértebras Cervicais C5 e C6 e vindo a ficar tetraplégico, também quebrei o Fêmur em dois lugares, tive Traumatismo Craniano sendo socorrido pelos Bombeiros, fui operado na Cervical e os médicos colocaram uma haste de Titânio com cinco parafusos para imobilizar as vértebras quebradas, outra haste no Fêmur com doze parafusos, enxerto ósseo na cabeça por causa do afundamento Craniano e tive um lado do pulmão paralisado na época.

Nesses vinte e três anos de tetraplegia tive que reaprender a ver a vida com outros olhos, o que eu tinha aprendido antes, foi tudo perdido por falta dos movimentos de pernas, braços e principalmente das mãos.

Depois do acidente fiquei dependente da minha mãe e amigos que fui conhecendo ao longo dos anos, confesso que são poucos amigos, e, desses, dá para contar nos dedos os que são verdadeiros.

Histórico na pintura com a Boca

O conhecimento da pintura com a boca me foi trazido através do amigo Jefferson Maia, que já conhecia há alguns anos e me influenciou com isso.

Jefferson, que é pintor bolsista da Associação de Pintores com a Boca e os Pés, me convidava para ver ele pintando, para mostrar como era por várias vezes, e eu resistia por passar a maior parte do tempo deitado pela dependência constante de  ajuda para sair de casa; com isso fui adiando o encontro.

Mas sempre amante de pintura em tela desde criança, e com tantas limitações, nunca acreditei que um tetraplégico seria capaz de pintar, até que finalmente eu pude ver o Jefferson pintando com a boca - confesso que aí passei a acreditar que tudo é possível quando se tem força de vontade e coragem para ultrapassar os medos do impossível.

Então tudo mudou em mim. Com esse desejo comprei logo algum material de pintura pela internet e em 2013 e comecei treinando como aprendizado na arte, na pintura com a boca. Desde então, tenho me surpreendido muito comigo mesmo; é muito bom essa autodescoberta, pois, acreditando mais em mim, sei que posso e preciso aprender muito mais. Quero estudar e me aprofundar muito mais na pintura e crescer com isso, me fortalecendo como pessoa. Pois, quando estou pintando, percebo uma sensação de que o meu mundo difícil como tetraplégico vai se desligando de todo sentimento de dor, preconceito, luta difícil do dia-a-dia para manter-me com saúde e ganhando leveza colorida. Com isso, cada vez mais vejo possibilidades surgirem nos meus sonhos de vida.

O melhor é que também percebo que, quando estou pintando as pessoas me enxergam sem preconceito, "e nesse momento é que me sinto vitorioso”.

Todos os direitos autorais são reservados à Associação dos Pintores com a Boca e os Pés

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

...No 3º dia da Exposição Virtual Anual de Artes ficamos com Maria Goret, pintora com a boca da APBP...

A arte de Goret traz paz e inspira um respeito profundo pela natureza.
Torna-se belo contemplar a vida que na arte há.


Canavial I - Mista - 30x40





 Canavial II - Mista - 30x49
Girassóis - Acrílica sobre Tela - 30x40





Sou Maria Goret Chagas
 Queria muito registrar minha história de superação e inovação!
Nasci tetraplégica, em Delfinópolis, aconteceu um milagre em minha vida, aos 5 anos de idade, uma intervenção divina, passei a andar.
 Hoje tenho apenas os membros superiores atróficos, moro em Franca, a minha cidade do coração, hoje, não, há 55 anos, somos 9 filhos, meu pai já não está conosco, minha mãe, a ‘’ grande heroína, está com 89 anos de fé, alegria e confiança na ação divina em nossas vidas.
Aposentei-me como professora universitária, Literatura e Artes, sou graduada em Letras, Educação Artística e Especialização em Semiótica.
Sou artista plástica, pertenço à Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, com sede na Suíça e Editorial no Brasil, em SP, escritora e palestrante motivacional.
Amo pintar, escrever, falar, dançar e nadar!
www.artgoretchagas.com

Todos os direitos autorais são reservados à Associação dos Pintores com a Boca e os Pés.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

...Com sua arte, Daniela, pintora com a boca da APBP, encanta e fascina no 2º de Exposição...

Olhando essas imagens, não conseguimos parar de admirar e se impressionar com a sensibilidade desta magnífica artista.
Sabemos que a arte é verdadeira quando nos emociona, emoção é o que define a arte de Daniela.

                                                             Bailarina - Óleo sobre Tela - 40x50
Cristo-RJ - Óleo sobre Tela - 50x60

Menina no campo - Óleo sobre Tela - 60x60




Um pouco de sua história narrada pela própria artista:

Daniela Caburro, natural de São Carlos SP, nascida em  10/06/71. Com oito meses de vida contraiu poliomielite e como consequência ficou tetraplégica. Para Daniela, a arte sempre foi o sonho de poder colocar para fora tudo o que estava na sua cabeça e na sua alma: e desde 1.995 ela vem dedicando sua vida à pintura.
Integrante da Associação dos Pintores com a boca e os pés (sede na Suíça), tem trabalhos divulgados, impressos em cartões e calendários, no Brasil e no exterior.
‘’Todas as pessoas, principalmente as com deficiência, precisam de OPORTUNIDADE e não piedade!’’
Site: www.danielacaburro.com.br

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domingo, 18 de dezembro de 2016

...Tetraplégico pintor com a boca em 1º dia da 2ª Edição Anual da Exposição Virtual...

Com sua arte, Eduardo Moreira de Melo Ado, nosso querido Ado, impressiona na abertura do 1º dia da 2ª Edição Anual da Exposição Virtual.
Artista da Associação de Pintores com a Boca e com os Pés (APBP), Ado demonstra através de sua história e arte a beleza da vida, confira!

Pão de Açúcar - Acrílico sobre Tela - 40x50
Manjedoura de Jesus - Acrílico sobre Tela - 30x40

                                         Santíssima Trindade - Acrílico sobre Tela - 32x53


Seguindo com sua história e dados de contato.

Nome artístico ADO (Eduardo Moreira de melo), eu sou morador da Cidade do Rio de Janeiro, fiquei tetraplégico aos 31 anos devido a um assalto em meu veículo, do qual fui vítima de um disparo por arma de fogo, que atingiu na altura da 5ª cervical, em 10 de Maio de 2003. Com isso tive sérias complicações nos pulmões, posto que até hoje é necessário tratamento respiratório.
Em 2005 fui para uma instituição de fisioterapia, aonde tive a oportunidade de me reabilitar com alguns movimentos para o dia a dia, aprendendo a me integrar a sociedade novamente.
A pintura entrou em minha vida como terapia para aliviar as dores, logo se tornou um motivo de transformação que me ensinou muito, com tantos motivos para continuar a viver.
Com muita expectativa enviei sete telas para VDMFK na Suíça e depois de um ano tive a noticia que fui aprovado. Hoje sou bolsista da Associação dos Pintores com a Boca e Pés. (APBP). Aonde tenho compromisso de enviar telas com a minha pintura para VDMFK, Suíça.
Hoje participo de Exposições com premiações como:
Museu Nacional Belas Artes (MNBA).
Sociedade Brasileira de Belas Artes (SBBA).
Centro Cultural Universidade Unisuam (CCULT).
Museu Naval.

Contatos:
Tels. + 55 21 2560-6098 + 55 21 98636-2545
Blog. Ado-artes.blogspot.com
Canal de You Tube. Eduardo Moreira de Melo Ado

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