Edição: Vinícius Martins
Edição: Vinícius Martins
Às vezes nos perguntamos se o mundo é um lugar bom
Muitas vezes nos vemos passando por dificuldades gigantescas
Medos que paralisam, terrores que não temos coragem de olhar
Como se vivêssemos em um quarto escuro, repleto de barulhos
e sombras incompreensíveis
O coração solitário apenas pergunta por que, e em meio ao
vazio tentamos encontrar as peças de um quebra-cabeça que não pode ser montado
Incompreensão e a terrível dor que jamais passa, parecem não
ser mais inimigos, mas sim companheiros, pois há tanto tempo convivemos com
eles que já não há como diferenciar carícias de mais um combate violento
E quando afundamos mais ainda, as lágrimas parecem encher um
poço sem fundo, sem medidas
Quando a realidade se apresenta na forma de mais um açoite,
fecho os olhos e olho para trás
Veja quanto tempo levou para chegar até onde está, busque em
sua mente os slides dos eventos passados, tantos deles apresentaram-se como
barreiras intransponíveis
Continue apesar das montanhas das dificuldades que foram superadas,
e agora abra os olhos
Sinceramente me diga o que pode te derrotar, pois como
possuidor de uma alma guerreira que jamais desiste de ultrapassar seus limites,
você teve que renascer das cinzas do seu próprio sofrimento e abrir as asas
para mais um voo intenso e livre
Mesmo carregando o mundo nas costas, conseguiu atravessar
desertos e mares, muitas vezes pela fé, e outras pela pura força de vontade
Não tive nenhuma vez sequer que não pude dar mais um passo,
me uno a mais um passo e, com mais um, te garanto que o destino se aproximará
Encare-o com coragem, pois insistir já é uma vitória
O mundo pode te causar feridas e muitas vezes você urrará de
dor, mas sinta aquela força infinita que nitidamente envolve e preenche todo o
universo, aquela força que te permite fazer o milagre de escrever a sua própria
história
Admita que as letras não fomos nós que inventamos, admita
que mesmo a dor mais intensa faz parte da jornada
Não se importe com a chegada, apenas aproveite a estrada,
lute pelos seus reais propósitos, pelos seus verdadeiros sonhos e conquiste os
frutos da árvore que você mesmo plantou
Respire e inspire, torne a respirar, pois já está mais perto
o lar que tanto sonhou
E mesmo que morra cem vezes, saiba que poderá ressuscitar
cento e uma
Pois às vezes, não há um propósito, apenas a escolha de
continuar prosseguindo, ultrapassando a escuridão para chegar a luz
Seja grato
Seja forte
Saiba que não está sozinho, mesmo quando olha pros lados e
não vê ninguém
Cruzando as estrelas posso ver
A luz que percorre todo o universo
E se transforma na vontade da criação
Em cada coração, luz e escuridão
A batalha que nunca termina
Pela força que decide aonde irei chegar
Tornar a lutar, e assim continuar a navegar
Pois entre estrelas azuis ou sóis vermelhos
Continuo a ver a vida como um cristal
Lutando pelo que acho correto
Sendo quem realmente sou
Um cavaleiro que jamais desiste de lutar
O destino me guia a grandes corridas
O destino me guia a amigos fiéis
O destino me guia a um aprendizado sem fim
E assim continuo a crescer, pela força em meu ser
Enfrentar um mar, saber que a vida é não sucumbir à dor
Saber que cada lição desabrocha
Se tornando conhecimento em meu coração
Desafios virão, pois sempre na escuridão há ameaças
E no silêncio mordaças daqueles que não podem se defender
Muitos acreditam que são a lei
Pois apenas vejo que levo um coração à força que me guia
E assim posso, enfim, encerrar mais um ciclo
Derrotando aqueles que são contra a paz
E mergulhando mais uma vez num manto de estrelas
Após densas florestas e tempestades perigosas
Torno a colocar pensamentos em ordem
E tecer letras como o vento de liberdade
Pois além das nuvens
Começo a ver raios de sol
Trazendo novas esperanças
E calor que acaricia uma alma que há tanto estava gélida
Nem todos os cristais que congelavam desprenderam ainda
Mas sei que começo a deslumbrar horizontes aos quais não
havia passado
E o tempo se torna como gotas de esperança
Posso ver novamente o futuro com o sorriso de uma criança
Que se lembra o que é verdadeiramente importante
Viver, amar, perdoar
Seguindo em frente, nunca olhando para trás
Pois o passado é apenas referência de aprendizados
E não correntes de maus-tratos
Sina infringida a mim mesmo
Desespero que corroía, mas não mais
Apenas dou passos
Às vezes com muito esforço, um passo inteiro
Às vezes com sacrifício, metade de um
Mas continuo e continuando, aqui estou
Diante de um sonho construído em alicerces fortes
Pensado em cada detalhe
Trazendo segurança, trazendo novas possibilidades
De jardins que começam a florescer
Se viverei ou não, faz parte do plano maior
Se viverei ou não, ainda irei descobrir
Mas sei que aproveitando o caminho e descobrindo por onde
desabrocham flores
Cada passo se torna agradável
O aprendizado continua a crescer, e com ele, a visão continua a abrir
Ultrapassando um mar de solidão
Vivendo o som de uma canção
Este é o tempo de festejar, poder mais uma vez deslumbrar o mar.
Deitado sob a relva, continuo a olhar
Nuvens brancas a flutuar
Cachoeiras a percorrer
Formando rios que correm ao mar
O tempo a se mover, na brincadeira de amar
Pois continuo a brincar com as cores
Colorindo novos amores
Pintando louvores
Trazendo a tona o infinito que há em mim
O mais belo e sublime enfim
Pois era uma vez a canção que falava de coragem
Era uma vez a superação que continua a gritar
Quero e vou conquistar
A liberdade que corre em mim
Um sorriso enfim
Pois não deixarei escapar de mim
Os passos em compassos
Os laços, os abraços
Pinto cada emoção
As formas de um coração
Pois mesmo que confrontado pela escuridão
Sei que a luz em meu olhar há de brilhar
Pintor eu sou, com a boca ou com os pés
Colorindo papéis
Pintor continuo a ser, para cada dia crescer
Sendo quem quero ser, saber o que quero fazer
E assim sigo as trilhas da esperança das tintas
Assim sigo as trilhas que ladrilho a cada dia
Pois em mim a vida continua
Em mim a vida renasce
A cada dia, a cada hora
Que apenas no momento, ou por um breve humilde tempo
Alço as cores no mistério em amores.
Texto elaborado por Thiago Ribeiro Santos e dedicado à Exposição Virtual.
Posso voar entre cores, desvendando segredos e encontrando novos amores. Dançar sobre as águas, que escondem mistérios e em sua própria melodia, deságuam em ritmos. Transbordante e alucinante, como a luz refletida que forma arco-íris em cadentes cachoeiras.
Continua, sim, a viver, construindo e suspirando, trazendo a cada dia a magia de continuar a viver. A arte me leva e conduz minha alma como correntes tranquilas ou sóis que me fazem flutuar. Ao som de castanholas eu volto a dançar.
Colorindo meu mundo e traçando através do carvão o destino da minha vida. Desenhos perfeitos de sorrisos que tornam a lembrar, mais uma vez contemplando o luar. Hoje e sempre, a cultura do amar alimenta a minha vida, que por linhas tortas, mas corretas, fostes também escritas.
A paixão descrita no poema, emoção que vem com uma canção, ilustrada por riscos e rabiscos, ritmada aos pés, passos e compassos. Saltando graciosamente, refletindo as cores destas fotos, que em preto e branco dizem tanto. Volto a admirar a arte que há em mim, volto a contemplar o louvor de suspirar. Pois acredito no infinito, e acredito no possível. Onde o bailar inspira e arranca sorrisos, e as cores de uma escultura com suas formas refletem o movimento do agora.
A arte que volta a transbordar, a arte que volta a cantar.
Construir um sonho trilhando o caminho das lágrimas, onde a dor se torna motivação e os sorrisos, puro combustível. Assim vivemos, assim continuamos a viver, cultivando em nós o poder, transformando a realidade em tinta e os passos de nosso aprendizado em desenhos bem elaborados.
De cartões a calendários, alicerces de um viver. Exposição em exposição, o valor que todos merecem ter. Transcendendo limites e querendo mais, desfrutando da vida e encontrando a paz.
Continuamos tentando ser úteis para viver e inspirar. Continuamos tentando ser livres e, com as mãos, o mundo poder segurar. Nas imagens, rosas, nas imagens, casas, nas imagens podemos ver e, talvez, pintar um amanhecer. Que este amanhecer venha para todos nós. Que continuemos a trilhar, gritando em uma só voz.
A vida é conquistar, a vida é poder amar, a vida é sempre querer ultrapassar os limites das pernas, transcender e viajar por lugares que ninguém foi, dançar músicas que ninguém dançou. Nas cores encontro quem sou, nos desenhos, encontro meu valor.
Texto elaborado por Thiago Ribeiro Santos e dedicado a Exposição Virtual.
Havia um sonho que brilhava em mim
Correr, voar, saltar, mergulhar no infinito
Um sonho de poder realizar, construir, amar
E fechando os olhos, voltar a sonhar
Mas o mundo não quis assim, angústia que bate em mim
A dor, pavor, um sentimento de horror
Naquele tempo, a piedade me tocou
E consegui ouvir a voz a sorrir
Dizendo: “Você pode sim neste caminho seguir”
Um círculo e um quadrado, um desenho amado formado
Do profundo que há em mim
Tintas corriam, tornando tudo mais belo, azul e amarelo
E com o pé ou com a boca, voltava a acreditar
Que tudo eu podia sonhar
Sonhar e realizar, voltar a andar
Pintando um lindo mar ou voltando à Lua olhar
Assim vivo minha magia, escrevendo poesias
Pintando a minha vida
Neste tempo pude ver que em meu coração há poder
O poder de não desistir e transcender os limites
Este é o dom daquela voz que sorriu pra mim
Aquela voz que sempre me amou
Me encorajou de tantas formas suaves
Que sempre dizia: Em você pus a vida
Tenha coragem, filho amado, pois a vitória está ao seu lado
E esta vitória trará sorrisos para que assim livre esteja
Apenas agradeço a voz de Deus que há em mim
Prometo pintar, escrever e utilizar todos os dons para
louvá-lo
Que abra os céus, das estrelas à luz, a iluminar e refletir o mais belo brilho do olhar que lanço a observar
Que a Terra pare, contemplando a imensidão das vidas que agora nascem, das vidas que se vão
O mundo é agora assim, o tempo e a época que beiram ao fim.
Que se abra as águas, nas marés ondas a bailar, lançando o azul que se mistura ao branco e me faz admirar o quão imenso e nada doce se tornou a fúria deste mar
Que abra o fogo se fazendo presente, fazendo-se ascendente e cadente, queimando a tudo que toca, como se pra ele não mais importa se a vida quer existir ou se lágrimas irão sucumbir
Os elementos continuam em fúria, trazendo tormentas e varrendo o caos das tempestades humanas
E as vezes me pergunto, será que continuaremos a existir? Lutar por sonhos e sorrir?
Ou apenas aguardaremos o tempo? Pois se até aqui viemos, chegaremos ou largaremos?
O que diz seu coração, lutará em meio a angústia e a aflição? Ou pedirá paz a caminho da redenção?
Sentado neste banco de praça vejo crianças a brincar
Em meio a balões vermelhos e azuis, uma figura misteriosa em preto e branco sobe escadas imaginárias
E as carrocinhas oferecem guloseimas distribuindo gargalhadas
A aventura não para, pois mesmo sendo levada pela idade, a juventude permanece em mim
Cães passam, e pintores colorem o mundo
O tempo é assim, maravilhoso e cruel, trazendo ao meu olhar a felicidade de observar
Quem me dera outrora, onde não via o mundo cor de rosa e só pensava em andar com sapatos sociais, tivesse a consciência de parar só para admirar a bailarina treinando seus passos no compasso perto a este banco, que agora repouso e descubro o valor da vida
Mas é claro que ainda sonho! O futuro é para todos, não é mesmo?
Então vivo e me divirto, hora ofertando migalhas de pão às aves
E em outras horas ouvindo a melodia do caminhão de sorvete
E mesmo que o ritmo diminua, jamais deixarei a música parar, pois vivo a maior das aventuras, o doce olhar, a visão do amar.
As horas se passam e ao cair da noite volto a lamentar a solidão
Os segundos parecem horas e as horas, anos
E nesse gélido branco no teto do meu quarto
Vejo as lembranças se tornarem cinzas, e o sorriso de outrora se esvair
Entrelaçado as cobertas, sinto frio e ouço a chuva
Agarrado aos travesseiros busco incessantemente o sono que não vem
Ouvindo apenas o tic tac de um grande relógio negro que ressoa ao longo do corredor
Na escuridão não posso ver, mas mesmo assim deslumbro imagens passadas
Momentos que me faziam feliz, momentos outrora perdidosLamentável, neste mundo de sombras não possuo um lugar
Lamentável, neste mundo de trevas ao menos consigo chorar
Sigo solitário mas agora sem buscar algo para amar
Apenas sigo solitário
Apenas sigo.
Quem pode entender
Viver é como subir no mais alto das montanhas e de lá gritar
Correr por dias sem se cansar
Lutar e lutar contra aquilo que não pode se ver
Quantos entenderiam
O sonho que é viver para realizar seus sonhos
Se realizando através da fragilidade e assim tornando-se algo mais forte
Pois viver continua sendo mergulhar em um precipício sem poder respirar, vendo corais e peixes que possuem cores jamais vistas, e mesmo assim se aterrorizar com a imensidão da água
Uma mistura de glória e desespero
Tomando ações que levam a consequências, e consequências que levam a outras ações
E não adianta se zangar, apenas embarque nesta montanha russa sem fim
Contemple o alto de uma roda gigante
Ou quem sabe, apenas ande por jardins onde as cores das flores lhe indicam novos amores
Afinal, quem neste mundo pode entender, o que é o verdadeiro viver?
Existir já não mais basta, pois sem poder deixar de respirar, ainda mergulho no mais profundo mar, subo as mais altas montanhas para contemplar alguns minutos de sua imensidão
E continuarei saltando, pulando, voando e vivendo intensamente
Ninguém pode me dizer o que é a vida.
Agora é tarde, nesta tarde o som me acolhe
Lá fora o Sol esmaeceE dentro do meu quarto vivo a pensar
Imaginar e desejar tempos melhores
Sonhar e acreditar que tudo é possível
Não vejo sentido no momento de agora
Onde a solidão bate a porta
Deixando um gosto amargo na boca
Mas sei que o mundo voltará a girarE infinitamente, alterando destinos
Tornando injustiça em justiça
E mesmo que agora me sinta perdido
Como se afogasse
Sem poder lutar ou nadar
Sei que a esperança trará
Tudo aquilo que puder sonhar
Aguardando minha noite de luar
Onde as estrelas brilharão E farão de um céu negroUm espetáculo
A letra da música muda e a melodia torna-se mais rápida
Simbolizando a promessa que fiz e jamais esquecerei
Nunca desistirei...
Com um sorriso largo e olhos vibrantes capaz de penetrar a alma e enxergar o destino, apenas um louco as vezes um pouco deslumbra o amanhecer da sabedoria, pois o sábio apenas sabe que nada sabe, e um louco não sabe que sabe sobre saber.
Guiando a inocência em um olhar malicioso, tratando de igual para igual neste mundo tão desigual.
Ser assim, um conto impondo o crescer do ser, o desenvolver da própria loucura ou imaginação, que nesta canção bate meu coração.
Te acompanharei até o fim, mas tornarei deste fim um começo, onde ao regressar a teu mundo saberá que eu a conheço. A observei por muitos anos, e sim cara Alice, você é tão louca que pôde enxergar a sanidade por trás deste conto de fadas.
Mas não quero ser entendido, muito menos compreendido, afinal um gato eu sou, e o que poderia saber um felino, sobre o amor ou o horror de ter a cabeça separada do corpo.
Apenas estou aqui e a observo, se precisar de um conselho é só pedir, pois agora sabe crescer e diminuir.
A resposta sempre estará nos lados do cogumelo.
Texto e obra feitos pelo artista Thiago Ribeiro Santos.
Olho através do manto do luar
A luz em seu resplendor vem me banhar
Me leva a pensar, me leva a sonhar
Em um dia poder realizar
Doce luar que se levanta e ilumina este jardim secreto
Traz vida e cores ao azul da noite
Tornando as trevas um profundo mergulhar em minha própria alma
Sonho em estar, sonho em voar pelo JARDIM DO LUAR
Texto e obra feitos pelo artista Thiago Ribeiro Santos.
Pulei no abismo, e em meio ao salto, lembranças surgiram em minha mente, o que sabia não sei mais. Não via nada a não ser as águas se aproximarem trazendo o hálito
da morte.
Não conseguia enxergar meus motivos, não conseguia enxergar meu passado ou presente. Apenas olhava e apreciava as aves no céu, os lindos peixes ao longo do mar, e a brisa mais sensível e pura que já havia sentido. Em alguns segundos testemunhei algo que procurava há muito tempo.
A sensação de liberdade ao cair e a expansão do tempo que a cada segundo pareciam horas.
Talvez a queda fizesse recordar do tempo de vida, das flores, e do ar puro do campo, do verde das árvores e o azul do céu. Logo percebi, não quero morrer. Apenas continuo buscar a vida.
Gostaria de ter aproveitado mais os momentos, tão belos, tão curtos, esses mínimos detalhes são o que tornam a vida uma coisa única, divina.
Meu corpo clamava por sobreviver, chorava de arrependimento, mas minha alma gritava por libertação... As vezes algumas coisas são necessárias.
Oro por um milagre, e neste momento sinto-me flutuar, o vento me conduzir em pleno ar, voando veloz para longe das tempestades que um dia chamei de trevas.
A dor trazida pela minha própria humanidade e os erros que cometi.
Voando para longe, além do mar, além das nuvens. Indo de encontro ao que sempre sonhei, um lar, um lugar que poderei viver em paz.
O vazio não diz nada, e não tenho mais aquela alegria de contemplar o Sol brilhar.
Pergunto-me o que houve comigo, e sem respostas sigo em meio ao nada.
O tempo é cruel, ele passa sem esperar, ele passa e nem deixa um pedido de desculpas ao atropelar quem sou. E assim continuo a olhar para o nada no escuro do meu quarto, tentando preencher-me com qualquer fagulha de esperança ou sopro de vida.
Sinto-me andar em meio a neblina, em um mundo que não conheço, e perdido continuo a derramar lágrimas de solidão.
Quando encontrarei algo que me motiva, motivo para enfrentar e vencer a dor e a depressão?
Será que um dia encontrarei um sorriso que fará minha vida fazer sentido? Ou apenas continuarei a viver neste grito silencioso???
Texto escrito por Daniel Martins e Thiago Ribeiro Santos
Ao despertar olho para dentro
Um café quente, lembranças do luar passado
Viajando em meus pensamentos sigo a sonhar
Planejando mais um sonho a realizar
Assim encontro nas letras de um livro ou no toque do pincel em um papel
A doce paz que a me acompanhar
Cai a tarde, sinto o aroma de mais uma xícara de café
Em meio às tarefas de meu cotidiano
Obtenho prazer no simples ato de meus trabalhos
E ao descansar, um belo filme onde as cores fugiram e apenas minha imaginação completa
Tarde sublime inspirada pelo amor que me rege
A noite cai e necessito ceiar, sim, por mais estranho que seja, mais um gole de meu néctar negro
A noite traz um frio doce
Um toque suave do luarÀs vezes abraçado por um casaco
Às vezes confortado pelas meias
Tenho a sensação de flutuar
Ao receber meus filhos em casa
Ao preparar um sabor a mais
Logo irei dormir, logo irei sonhar
Desejando que o próximo dia siga a rotina
Tranquila, leve, sadia
Renovando as forças e preparando para novamente amanhecer
Onde aquela xícara quente voltará a me receber.